Se
pensas que a maneira mais eficaz de afugentar a saudade é atirar-lhe
pedras, enganas-te, as horas que nos pertenceram ainda vão arder
muitas vezes nas imediações do teu pulsoe em
tudo, sem excepção, hás-de encontrar o vácuo imperfeito das
promessas inúteis
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Arrasta-me por água abaixo mesmo que seja só a distância que vai da torneira à sede, nada-me por dentro,
oceaniza-me
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Quantos incêndios vais apagar até descobrires que o melhor a fazer é cada um de nós seguir o seu próprio vazio?
sábado, 12 de janeiro de 2013
Não pode haver amor, sem este beijo que se incendeia, que se exalta, e no entanto, baloiça de um lábio para o outro até se transformar em poesia
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Deitar-me ao teu lado para ficar ao mesmo nível do teu sono e dizer-te, com palavras simples, o silêncio de uma boca em grito
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
O que é um poema, senão um corpo irreversível sob a forma de espuma?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Pousar o sono sobre as pálpebras Amormecer
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Colocar aspas entre os lábios
Há beijos que não nos pertencem
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Atira-me
esse adeus de pedra escondido debaixo dos teus gestos
domingo, 28 de outubro de 2012
E se o mar amadurecer não te assustes ao encontrares o meu corpo a boiar nos teus braços
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Longe é voltar atrás comprar o infinito e receber troco de folhas de Outono
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Longe é voltar atrás compreender que escrever poesia não é apenas bater palmas com as mãos cheias de
silêncio. É antes sepultar esse mesmo silêncio no fundo da garganta e, apesar
de tudo, seguir em frente
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ao início da manhã, no Jardim da Estrela, uma borboleta caiu do oitavo andar dos meus passos. Foi salva pelo bater de asas do vento.