sábado, 26 de janeiro de 2013

Se pensas que a maneira mais eficaz de afugentar a saudade é atirar-lhe pedras, enganas-te, as horas que nos pertenceram ainda vão arder muitas vezes nas imediações do teu pulso e em tudo, sem excepção, hás-de encontrar o vácuo imperfeito das promessas inúteis

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Arrasta-me por água abaixo mesmo que seja só a distância que vai da torneira à sede, nada-me por dentro,
oceaniza-me 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quantos incêndios vais apagar até descobrires que o melhor a fazer é cada um de nós seguir o seu próprio vazio?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Não pode haver amor, sem este beijo que se incendeia, que se exalta, e no entanto, baloiça de um lábio para o outro até se transformar em poesia

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Deitar-me ao teu lado para ficar ao mesmo nível do teu sono e dizer-te, com palavras simples, o silêncio de uma boca em grito

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O que é um poema, senão um corpo irreversível sob a forma de espuma?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


domingo, 16 de dezembro de 2012


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

Pousar o sono sobre as pálpebras
Amormecer

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Colocar aspas entre os lábios
Há beijos que não nos pertencem

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Atira-me
esse adeus de pedra escondido debaixo dos teus gestos

domingo, 28 de outubro de 2012

E se o mar amadurecer não te assustes ao encontrares o meu corpo a boiar nos teus braços

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Longe é voltar atrás
comprar o infinito e receber troco de folhas de Outono

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Longe é voltar atrás
compreender que escrever poesia não é apenas bater palmas com as mãos cheias de silêncio. É antes sepultar esse mesmo silêncio no fundo da garganta e, apesar de tudo, seguir em frente

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


quarta-feira, 26 de setembro de 2012


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ao início da manhã, no Jardim da Estrela, uma borboleta caiu do oitavo andar dos meus passos. Foi salva pelo bater de asas do vento.