quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hipérbole

Apaguem as minhas impressões digitais no corpo desta idosa meretriz com a qual entretenho a insónia nas noites em que nego a aceitação de mais uma negação. Arranquem-me das mãos o papel e a caneta e as emoções e eu calar-me-ei. Prendam-me a língua e as cordas vocais e as veias e os lábios e os dentes para não trincar nem mais uma palavra. Assaltem-me a inocência. Prendam-me que não sei o que falo.
Nego...
Nego o teu castelo com arame farpado à volta das muralhas para que depois do arrepio mais ninguém se atreva a te fazer salivar dos olhos. Amarrem-me ao amor e soltem os vossos beijos e saltem e sintam como sou frágil como uma rocha pois cansei-me de te lançar disparates agora simplesmente pretendo disparar um beijo à distância tendo como alvo a tua boca. Falem-me que não sei o que prendo no coração que nego. Levem daqui o papel e a caneta que eu me calo. Calem-me as mãos e os dedos ainda assim vou gritar que não quero acabar aqui. Que não estou fora do prazo de validade para me amares aqui. Que aqui o olhar é negro quando o adeus marca a hora que nego.
Levem-me...
Prendam-me que não sei quem me ama. Beijem-me. Arranquem-me daqui. Nego quebrar outra vez o espelho em estilhaços mil de ternura. Chorem-me com gargalhadas de entusiasmo se me quiserem acordar. Chorem-me às escondidas. Entre quatro paredes. Quando mais ninguém existir ao teu redor além de ti e do teu travesseiro. Quando não mais precisares de sorrir apenas para fazer ginástica facial. Ressuscitem-me. Não tenho por quem esperar. Espero por mim. Ninguém vai bater à porta. Batam a porta em mim. Irei abrir mesmo sem nada para dar em troca ao silêncio. Deixem-me entrar ao menos para procurar o juízo que perdi nas reticências da tua loucura. Para te salvar dos lapsos da minha memória e do tal romance que atiramos pela janela connosco lá dentro trajados de amantes à paisana. Negro o teu semblante dinamitado com algodão doce. As palavras que lanço no fundo negro desta página. Nego a lâmpada fundida das mentiras de ontem visíveis na verdade de hoje.
Rápido...
Prendam-me que não sei quem amo. Prendam-me. Virei a página mas o livro é o mesmo. Mudei o amor mas não o lugar do coração. Prendam-me cá fora. Não quero acabar dentro sem engolir por fora a revelação do que fui. Tranquiliza-te mesmo que não compreendas por que razão deixei as minhas impressões digitais na tua língua. Ninguém vai bater à porta. Ninguém vai perguntar a data de nascimento da tua solidão. O número de identificação dos teus sonhos. A matrícula do teu passado. O nome completo do teu coração. O estado civil dos tendões do teu pensamento. Ninguém vai. Enquanto me entreter a fazer festinhas ao tempo à paulada. Porque o tempo que engoliste sem saborear as horas e os minutos e os segundos mais ninguém vai usá-lo. Nem para pano de limpar o chão.
Não nego que me levem... Mas...
Prendam-me que não sei quem me chama. Amarrem-me ao amor e soltem aplausos. Soltem cânticos de esperança. Da maresia das falésias. Dos murmúrios dos rios. Do aroma das frutas que desfrutas. Das florestas e bosques onde há pássaros soltos em voos de nunca mais voltar pois há febre nas palavras mas é liberdade este amarrar de vida com cordas vocais. Mesmo que não concordes comigo. É livre este amar de não saber.

111 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

O seu texto é realmente uma hipérbole, porém visceral, tem profundidade. As pessoas enfermas percebem as coisas mais a fundo e é esta a minha condição. Porém, fiz um post hj, que está logo abaixo da trilogia. Chama-se "Curtas sobre filmes imperdíveis". Aparece por lá:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um abraço carinhoso,
Renata

Nuno disse...

Olá! Pelo texto também se vê que estás apaixonado por uma sereia, pelo menos dás a entender isso. Eu estou-me a esquecer uma nina muito especial, mas a amizade irá ficar sempre. Em relação ao teu comentário no post...sim, eu sei que ele é manhoso...a minha família é toda do Marco ( terra da minha ~Mãe ) e digo-te: ainda não sei como ele não foi preso! Um abraço

Paradoxos disse...

RENATA M.P CORDEIRO

Sei que neste momento te encontras acamada. Percebi num dos teus comentários anteriores. Digo-te: és um exemplo de VIDA!!! Um beijão imenso do tamanho da tua coragem e perseverança!! Obrigado!

Paradoxos disse...

NUNO

Apai-xonado não sei. Talvez amãexonado :-)

agora a sério, faço por estar apaixonado, sempre! Pela Vida. Tu sabes quem é!
Abraço poderoso amigo!

Aninha disse...

Boa noite- 18h46-RJ
Friozinho gostoso aqui!

Belos versos.Profundos e cheio de apelos!De quem ama ...seja lá o que for!!
Sabe,também às vezes imploro que me me amarrem e que escondam todos os papéis e canetas.Próprio dos poetas...
Obrigada por sua honrosa visita.

Sucesso!

Justine disse...

Uma ressaca em rio tumultuoso, saindo por todos os poros.É isso? Ou simplesmente liberdade criativa?
Muito bom, seja o que for

f@ disse...

Podemos apagar algumas coisas... mas não acho bem apagar nada...tão pouco as emoções ou assaltar a inocência... isso não peças...
Do aroma das frutas que desfrutas. "Das florestas e bosques onde há pássaros soltos em voos de nunca mais voltar " hás-de tu descobrir o que queres tanto saber.

Lindissimo poema... ainda tenho de vir ler de novo..
beijinhos das nuvens

Mr. Fart disse...

Metáforas poderosas, personalidade forte e convicta. Imagens belíssimas que levam à introjeção.
Adorei este texto.
Grande abraço!

Deusa Odoyá disse...

Oi meu estimado amigo.
muitas coisas na vida da gente ficam incógnitas.
e esse amor por alguem me parece.
Abre tua alma e deixe seu coração falar em palavras amigo.
Vá em frente com seus textos.
Parabens e muita paz e amor sempre em seus caminhos.
Obrigado por sua visita ao meu cantinho.
Voltarei sempre.
Mil estrelinhas para vc. amigo.

Kátia disse...

Vim soprar por aqui e me deparei com seu texto, com um contexto
forte,contido e incontido:Sentido!
Bravamente escrito e maravilhosamente esbravejado por todos os cantos da blogosfera.

Amei...e amo as suas palavras.

Obrigada pela partilha!
Beijo bom!

Luís Nunes disse...

Os teus textos são excelentes, estou a começar a ficar fã deste blog,gostei muito também deste e até merecia um comentário bem mais fundamentado acerca do mesmo.

Abraço.

Paradoxos disse...

ANINHA

Estou fora de qualquer dogmática, de qualquer sistematização ou previsibilidade literária. Escrevo com palavras e só. Corro o risco de ser lido por alguns e ainda assim ser alvejado com a incompreensão da maioria. Mas... São só palavras...

Beijão em direcção ao teu rosto! Grato pela tua amizade!

Re-volta-te sempre por aqui :-)

Paradoxos disse...

JUSTINE

Por vezes somos extremamente severos na nossa ignorância de principiantes ou de literatos amadores e quanto mais habituados ao comum estivermos mais escandalosa nos parece essa liberdade criativa de quem se aventura...

Amiga, beijão entre a realidade e o exagero dela :-)

Paradoxos disse...

F@

Este texto não é uma revelação de bloqueio, anulação afectiva ou de um outro blá blá blá de natureza similar porém, reconheço a presença de um discurso de desnudificação, eruptivo, impetuoso, imaginoso...

Enfim... Libérrimo!

Beijinhos hiperbólicos com amizade, carinho e todo eu em ti :-)

Edu

Paradoxos disse...

MR. FART

Tenho dito:
sou apenas um mero aprendiz de leitor. Quando me descuido é que me aventuro a tentar criar... E transfigurar os meus testemunhos...

Grato pelas tuas visitagens, consideração e estima. Beijão amarrado na liberdade de ser! :-)

Paradoxos disse...

DEUSA ODOYÁ

Tenho o coração aberto... Enquanto bater deixarei aberto... Sem dúvida estimada amiga! A expansividade e o eventual fulgor do texto só provam que a palavra não tem limites...

Beijão em ti, atrevidamente poemático!

Paradoxos disse...

KÁTIA

"Esbravejado por todos os cantos da blogosfera"?
Meu Deus!!!
Assim não vale amiga. Fico sem comentário pra comentar o teu comentário :-)

Beijão 100 palavras! :-)

Paradoxos disse...

LUÍS NUNES

São uma aproximação... Uma implosão em sentido inverso... Uma maneira palavrosa de me dizer... E de me fazer sentir... Eu, em todos que transpiram a mesma sentimentalidade...

Um forte abraço de braços abertos ao teu regresso!
:-)

Fa menor disse...

Fogo!!!
Que realidade se prestará a este exagero?
É de se ficar sem fôlego!...
Beijinhos

Rui Caetano disse...

Um texto maravilhoso. Uma hipérbole bem condimentada.

NAELA disse...

Paradoxos perdi-me na tua escrita e vi o Amor em todas as formas, a profundidade dos teus textos deixa-me insaciavel, a procura de mais;)
Beijo lindo

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi Pacheco. Lendo seu texto, me perdi, encantada, no meio de suas palavras.
Belíssimo texto.
Ah! O amor!! Como é bom estar apaixonado!

Ótima quinta para você.

Beijos mil! :-)

Xinha disse...

Toc.. Toc... Toc...
Bato à porta por ti ...
Vim trazer-te a minha amizade e dizer-te que por mais que te calem a voz, as mãos e os dedos, nunca deixes que te calem a alma !
Vim trazer-te força, para que te consigar soltar dessas amarras em que te prendem !

Lindooo post. Profundo e sentido.
È bom amar...

Xi-coração

Bandys disse...

Belo texto.
O amor esta no ar e nos corpos!

Abraços

Entre o Fascínio e o Pensamento disse...

Paradoxo meu, nosso...
Adorei teu exagero!! Adoro tua cara que se revela numa facilidade singular. Amar nunca é muito amigo... Sempre se deve mais e mais e mais. Mesmo que fechem as portas na nossa cara. Nossa voz nunca se cala. Perfeito!!

Perfeito!

Como sempre me refugio aqui e me vejo no teu Eu...

Abraço, meu Paradoxo.

Dry Ners

Oliver Pickwick disse...

És um campeão da prosa poética. Manipula com maestria a linguagem, o ritmo e a criatividade.
Hiperbólico é uma denominação simples para a complexidade do seu texto. No próximo, denomine-o arco cotangente hiperbólico de x
Saudações do condado!
Um abraço!

Toze disse...

Um texto com muito para pensar. O melhor da escrita é aquela que não é banal, mas sim aquela que nos confronta. Gostei

helena disse...

Uma explosão de ideias!
Um texto apaixonante.
ADOREI!

Obrigada pela caminhada na colina.
Bjx coloridos

Entre o Fascínio e o Pensamento disse...

Lindo!! ^^

Obrigada..

Super beijO. ;)

Adriano DiCarvalho disse...

Adorei a poética, caro Eduardo! Parabéns!

Mas não te prendo pelo incerto. deixo-te viver em liberdade, pois viver não é tão cheio de certezas mesmo...

Abs.

Gerlane disse...

Muito interessante e expressivo texto!

Beijos!

biazinha disse...

Uma hipérbole recheada de antíteses e paradoxos.
Virá uma notícia boa pra ti por e-mail.
Aguarde!
Beijos, meu amigo paradoxal preferido!

TCHI de Tchivinguiro disse...

Hipérbole profundamente sentida.

Abraço.

Adriano DiCarvalho disse...

Tem presente pra você lá viu! Passa lá quando puder.

Abs.

biazinha disse...

EDUUUUUUUUUU,
O convite já chegou pra tu.
Caso não esteja em sua caixa de mensagens, veja no lixo eletrônico.
Beijinho.

biazinha disse...

Terei muito gosto em comentar seu post lá, afinal um autêntico luso tem mais é que fazer parte do Renacimento Português.
Divulgue para seus amigos o site e indique seus amigos poetas, cronistas, contistas, etc etc etc.
Beijos, meu poemógrafo predileto!

Pena disse...

Estimado e Brilhante Amigo:
Encontrei muito profundidade e carácter no que admiravelmenete escreve.
Só beleza.
"Arranquem-me das mãos o papel e a caneta e as emoções e eu calar-me-ei".
"Assaltem-me a inocência. Prendam-me que não sei o que falo...".
"Prendam-me que não sei quem amo...".
Um verdadeiro e atêntico encanto.
Fiquei muito silencioso pela ternura expressa em "súplica" feminina brilhante e admirável.
Parabéns! Faz o que quer das palavras.
Adorei!

Abraço muito forte de amizade, estima indescritível pelo seu carácter magnífico e genial.
Uma sensibilidade extraordinária que possue em si e no que é.
Sem mais palavras...

pena

Baraújo disse...

eu nao te condeno. eu nao te levo. eu nao te prendo...

apenas deixo na hipérbole sentida de uma qualquer negaçao que negar... tb nao nego. apenas reafirmo hiperbolicamente um dos teus paradoxos!!!

um abraço

mariazinha disse...

De tudo o que de ti li, este foi o que mais me impressionou. Fantástico como conseguimos tantas vezes ver-nos ao espelho nas palavras de (des)conhecidos.

Prendam-me que não sei quem amo.

beijo grande*

Dois Rios disse...

Vim retribuir a sua gentil visita e gostei muito do que aqui encontrei.
Hipérbole é um texto que denuncia uma profunda solidão de amar.
Vou voltar!
Beijos,

Carla disse...

fiquei sem fôlego...fiquei presa ao sentir que as tuas palavras transmitem...fiquei por aqui encantada
bom fim de semana
beijos que voam soltos até ti

Anónimo disse...

desmontada e produzida em poesia,tocas as palavras e as transformas em ouro.
adorei paco.

Marta disse...

Venho condidar para conhecer o meu novo espaço em

www.marprofundo.net

Clara disse...

"Nego o teu castelo com arame farpado à volta das muralhas para que depois do arrepio mais ninguém se atreva a te fazer salivar dos olhos".

Cruel...e profundo.

Beijo

Vieira Calado disse...

Mas que belo texto, meu caro!
Forte e veemente, bem redigido.
Gostei bastante.
Um abraço.

Marcelo Martins disse...

Quem possui o indiscutível poder de nos prender ou de nos libertar é só mesmo o amor.
O verdadeiro e recíproco amor...
Mas onde encontrar tal tesouro senão em nossas cavernas mais abissais?
Mas com que fôlego mergulharíamos até lá?

Abraços

LeniB disse...

gostei bastante das hipérboles e das metáforas.
texto poderoso e cheio de sentido
bom fim-de-semana

Fabrícia ♥ disse...

"Amarrem-me ao amor e soltem aplausos."


FAÇAM ISSO COMIGO , PLEASE :)

adorei teu blogger , seu textinhos estão de parabéns (:
:*
beijosmeliga :D

Diva disse...

Profundo... Um vazio cheio de paixao. Uma hiperbole para os sentidos.
Bjs meus

Maria P. disse...

Gostei desta trança de palavras que me soube levar...

Beijinho*

Dayane Medeiros disse...

Mil aplausos...ficou perfeito teu texto !!!!!

bjuu

isabel mendes ferreira disse...

o Oliver P. sabe!!!!


e eu sei que ele sabe...:)

e subscrevo.O.


belo o texto.


_____________até breve.

Suzana disse...

Deu pra ouvir o "grito" !

bjs

Carlos disse...

....«Deixem-me entrar ao menos para procurar o juízo que perdi nas reticências da tua loucura»

de tolos e loucos, todos temos um pouco.
Amigo envolvi-me na tua escrita,aquela ali acima , para mim , desculpa a ousadia ,é , o segredo de todo este teu texto.
nas reticências se calhar está aquilo de que nós desejamos......

Bravo
abraço

Crisfonseca disse...

Olá, belas palavras, sulbime eu diria.
Belo blog, parabéns.
Obrigada pela visita, volte sempre e seja bem vindo.
Beijos,
Cris

Jorge Cardoso disse...

momentos de exaltação ao silêncio que nos consome, a fuga das palavras que caladas falam no papel sentimentos profundos.

abraço obrigado e bom fim de semana...

fadazul disse...

migo! é um texto tão peque e triste, uma mulher talvez bonita, porém preocupada com a política de sua pátria! mas...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, deixa pra lá voce foi ilário, bjks

LFM disse...

Apesar de não ser o género que gosto, gostei do que li, porra!

Tina disse...

Olá!

Seu blog é lindo e contém textos que denotam extrema sensibilidade. Parabéns! E obrigada pela visita.

Eu volto logo, até o fim do mês, com certeza. Voltarei aqui também. Volte também.

Um abraço, fica bem.

mundo azul disse...

Nesses momentos o melhor é relaxar e deixar que os acontecimentos se administrem, não é?
Um belo desabafo o seu texto!
Beijos de luz e um final de semana maravilhoso!!!

Pedro Favaro disse...

Nossa...
É um hiperbole sim, mas indo de dentro e vindo de dentro.
Estranho.
Muito bom!

' uma dose de vodka disse...

perseverança e aceitação, talvez seja mesmo disto que estou precisando
um grande beijo

um Ar de disse...

Realmente, é de tirar o fôlego!...
Só parei no fim!
Voltarei, certamente.

[Beijo....@]

Jasmim disse...

Incrivel!

Sublime! As tuas palavras parecem ter "vida"... Singular a forma como escreves! Viciante!

Beijo doce
*

... permite-me que te "diga" que exageráste no coment+ario deixado no meu cantinho! Não "mereço" tanto! :P

Luís Nunes disse...

Cheio delas este texto : hipérboles e sensações. Outro belo trabalho que deve ter dado um prazer do caraças.

Fiquei cliente Eduardo,voltarei mais vezes à tasca para morder umas palavras, beber umas metáforas e despejar umas frases.

Abraço

gaivota disse...

lindo, belo, um texto prosado em tons de poesia, porque a alma de poeta está aí, nas mãos de quem escreve com tal profundidade!
parabéns!
beijinhos

mateo disse...

Deixei-me ir, de palavra em palavra, até ser "... livre este amar de não saber"!
Abraço.

Justine disse...

Tu já ultrapassaste a fase de principiante, e a liberdade criativa só cintila a quem se aventura. Assim o penso.
Que continues a tua aventura :))
Beijo

mariam disse...

grandiosa hipérbole!

li, de um fôlego, fiquei sem ele, retomei, e li muito devagarinho...

" Ninguém vai perguntar a data de nascimento da tua solidão. O número de identificação dos teus sonhos. A matrícula do teu passado. O nome completo do teu coração. O estado civil dos tendões do teu pensamento"
Fantástico!!!

bom fim-de-semana
um sorriso :)

Paula Raposo disse...

Excelente!!! Fiquei sem palavras...beijos.

...VERONICA disse...

Catch me if you can
=)

Muah *

ivone disse...

por não se saber é que se liberta...

quase mas quase que se sentiu o calor nas entranhas d'alma

Su disse...

perdi.me...........nas palavras,,,,,,,,, nos sentires

gostei de ler.t

jocas maradas .sempre

Ana Martins disse...

Vim agradecer seu comentário na Voz do Povo ao poema de Flávia, e deparei-me com um blogue magestoso, sem palavras...
http://www.avesemasas.blogspot.com/
Este é o meu blogue.
Um abraço e sinceros parabéns,
Ana Martins

R disse...

"Para te salvar dos lapsos da minha memória e do tal romance que atiramos pela janela connosco lá dentro trajados de amantes à paisana."
Simplesmente brutal.

variedadesdofreitas disse...

Grande texto.

Abraços

Filipa Sousa disse...

Parabéns para a felizarda dona do teu coração. Porque que escreve palavras assim, tem um grande interior e muito para dar.

Bj muito grande Paradoxos...

E viva o Amor

~pi disse...

poema )

onde

me

es(x) tend(s)o



~

Alice Matos disse...

"É livre este amar de não saber..."

Fica difícil comentar... as palavras doces e amargas que nos ofereces são a própria arte, contrariamente ao que dizes no teu perfil...

Um beijo para ti...

Val Du disse...

Sr. Paradoxos!
O homem e as palavras.

Maravilha de texto.

Beijos

Capriccio disse...

Sublime são os seus textos e não os meus, mas obrigada na mesma, foi muito simpático da sua parte.
Um abraço de amizade sincera :)

busillis disse...

AMigo, nem sei o que lhe diga.....fiquei lendo e bebendo cada palavra que escreveu!
Abraço

MirMorena disse...

Seu blog é de tirar o folego....
Adorei
Parabéns
Obrigada pela vista ao meu

Feliz Semana

Bjuss de carinho

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Como a única posição em que me sinto bem é sentada e como não gosto de ficar ociosa, fiz um último post, já que vou ser operada na terça. É endereçado somente às pessoas que me têm dado força.
Apareça por lá.
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,

Alma Nova ® disse...

Que te prendam e te amarrem forte...ao Amor e à Vida.

Sunshine disse...

Quando li este último post, senti que tinha de ler os outros. Tens um dom especial e é um prazer poder ler-te.
Li e revi um passado próximo da minha vida.
Saí de um buraco negro... a luz surpreede-me e sinto a vida a cores.
Tenho a certeza que este é um dos cantinhos por onde vou passar com frequência

M. disse...

A mim levaram.me
não sei quando volto.
sempre de passagem. ainda.
e não me faças mais perguntas.

Beijo

madalena disse...

Beijo-te, sabendo que não te arranco daí. :)

Excelente texto!
É sempre um prazer renovado passar por aqui.

Boa semana!

isabel mendes ferreira disse...

afinal aqui mora uma certa imensa liberdade.
!!!!



abraço.

Dias disse...

Hum...

É incrível a forma como consegues lançar os rtimos e poucas vezes nos deixas perder-te.
Emprestam um outro tom à intensidade narrativa.

Os conteúdos são óptimos, os verbos cuidados e a sua aplicação muito do meu agrado... enfim, gostei bastante!

Abraço

P.S.- o Post é demasiado comprido, mas quem sou eu para medir a Arte dos outros ;)

Fernando Rozano disse...

de intensa densidade, para ser relido, pois a riqueza da escrita está na memória que ela produz. excelente. abraços.

Donagata disse...

Passei por aqui em resposta a um comentário que deixou no meu espaço. Tenho sempre essa curiosidade. Ainda bem que o fiz. Para já li apenas este seu texto/poema e fiquei completamente rendida. É absolutamente fantástico. Fico sempre feliz por encontrar textos que me prendem desta forma e me fazem exultar. Já percebi que irei passar muito tempo por estas bandas.
Parabéns.

Bipede Implume disse...

O que eu gosto mesmo é da tua liberdade do teu arrojo poético.
Dessa força cintilante.
Abraço grande.

Catarina A disse...

Hipérbole, é a forma como escreves :)

Beijos *

Anjo Negro disse...

castelo de arame farpado... dá que pensar, imaginar e hiperbolizar...

parabéns... bjs

Maria Anjos Varanda disse...

Muito bom...
Adorei. Muitos parabéns.

Beijos

Maria Laura disse...

Acho que sabes exactamente do que falas. Ou não escreverias um texto que nos arrasta qual torrente bem solta, bem livre. Muito bom.

Som do Silêncio disse...

Já perdi a conta de quantas vezes já li este teu texto...
Li de novo, com o mesmo empenho da primeira vez!

Bjs

Lyra disse...

Se é livre esse amar de não saber, como poderia, então, alguém prender-te? Impossível e indesejável (risos).

Beijinhos e até breve.

;O)

José António disse...

.

Olá paradoxos,

Vim retribuir a visita ao meu INSTANTES e o simpático comentário.

Depois de tudo o que aqui foi dito, fico sem palavras para expressar seja o que for da minha leitura do post.
Por isso, deixo um simples:

ADOREI ! MUITO BOM !!

post scriptum:
Esta "Hipérbole" merece ser ouvida dita por voz humana (por quem o sabe fazer). Conheces o ESTÚDIO RAPOSA?
Funciona online e por RSS e podcast. Tenho lá 2 textos meus lidos pelo Luís Gaspar, dono duma voz fantástica, na secção "Lugar aos Outros".
Porque não enviares-lhe um mail com este ou outro texto para ele ler/dizer?
Fica a sugestão.

'Linkei-te' no meu INSTANTES.

Abraço,
Z.

.

José António disse...

.

Voltei.

Só para passar a barreira dos 100 comentáris... EHEH

Abraço,
Z.

.

Claudia Perotti disse...

senti na carne cada letrinha tua!
Beijinhosssssssss

Auréola Branca disse...

Não posso calar-te.
Não posso tirar de tu tuas canetas e suas palavras.
Não posso.
Pois o vazio que há aqui, só é preenchido por ti, seus anseios e paradoxos. Pois, se há algo que temos em comum, são contradições.
Por isso amo-te. Por saber que não é real.

Maria disse...

Fiquei fã deste blog.

Prendeste-me ao ler esta hipérbola!

Doce beijo :-)

Fragmentos disse...

A sensação que fica na pele depois de ler é que foi um descuido calmo e lúcido, feito o vento que escapa na paisagem e causa aquele arrepio gostoso. Delirei, não foi? Mas eu gostei. Beijos com açúcar e com afeto...

Rhiannon disse...

A reflectir...


Gostei.

Fragmentos Culturais disse...

... em certa medida é!
Mas, a partir de certo ponto, perdi-me no teu texto :(

Não saber a quem amar ou não amar ninguém é gesto triste,'Edu'! Paradoxos?! Não sei...

Sensibilizada pelo teu olhar 'suave' em 'fragmentos'!

Um beijo

Sir Fart disse...

Gostei muito de sua forma de escrever, das idéias - linhas e entrelinhas -, da construção dos silogismas, enfim, gostei muito de ler isto!

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Parabens pelo excelente texto e a maravilhosa prosa que aqui nos oferece. Obrigado!

João da Silva disse...

Edu, meu caro, eu volto aqui quantas vezes precisar - ou seja, quantas vezes minha vontade mandar e o tempo permitir -, pois reler seus textos não é reler, mas ler. É muita coisa boa num segundo apenas, é muita inteligência por centímetro quadrado, é muito prazer por respiração, é... é uma delícia!
Abraços, cara, abraços!

freefun0616 disse...

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